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Popularizar a marca e abrir o capital são os desafios
Domingos Zaparolli (dzaparolli@brasileconomico.com.br)
Veículo : Site Brasil Econômico
Data : 23/12/2009
Farmacêutica brasileira investe R$ 28 milhões para aumentar capacidade em suas três fábricas e estuda abertura de capital.
O empresário Marcelo Hahn, dono da farmacêutica Blausiegel, está acostumado a pisar fundo no acelerador.
Pilotando uma Ferrari F430, ele se tornou neste ano vice-campeão brasileiro de GT3, a categoria que reúne os carros esportivos mais potentes do mundo.
Arrojo também é uma característica de Hahn no comando de seus negócios, nos quais as ambições são igualmente grandes. Ele quer ser a referência nacional em biotecnologia, método que usa a manipulação genética de seres vivos em vez de elementos químicos na composição das fórmulas e é considerada como a mais promissora fronteira de desenvolvimento farmacêutico.
Hahn também busca uma maior presença internacional. Para isso, pôs em prática há três anos uma estratégia de participação em eventos como a CPhI, a principal feira mundial da indústria farmacêutica.
Atualmente a empresa já coloca seus produtos em mais de 20 países da América Latina, Ásia e Oriente Médio. Neste ano, as exportações somaram US$ 5 milhões, após um crescimento de 20%.
A meta agora é vender também para os dois mercados mais ricos do mundo, Estados Unidos e Europa. As licenças de comercialização já foram solicitadas e a expectativa da empresa é que as vendas sejam iniciadas até 2011.
Para viabilizar seus planos, Hahn realiza um mix de ações estratégicas de curto e longo prazos. De imediato, está investindo R$ 28 milhões. Parte na compra de equipamentos que lhe permitirão multiplicar por seis a capacidade produtiva de suas três fábricas, uma de produtos biológicos, outra de oncológicos, remédios que combatem o câncer, e uma terceira de antibióticos e anestésicos genéricos e similares.
"Hoje nossas fábricas estão 100% ocupadas. Vamos aprimorar a produção e ampliar a capacidade de forma a suportar nosso crescimento nos próximos anos", afirma.
Em 2010, a expectativa é que a nova infraestrutura fabril permita à empresa ampliar em 20% seu faturamento, que foi de R$ 200 milhões neste ano.
O investimento também servirá para erguer uma nova fábrica que produzirá por meio de cultivo celular proteínas e hormônios. A unidade permitirá, por exemplo, a produção de insumos para a eritropoietina, substância usada no combate à anemia.
"De importadores passaremos a exportadores", revela o empresário.
Abertura de capital
Em um prazo de três anos, a meta de Hahn é abrir o capital da empresa. O objetivo é captar no mercado de ações o capital que irá possibilitar a companhia ampliar seus investimentos em inovação e desenvolvimento de novos produtos.
"No mercado farmacêutico teremos dois tipos de empresas. As que desenvolvem produtos e as que, com o tempo, ficarão de fora dos negócios", diz.
A Blausiegel conta com uma equipe de 18 profissionais voltados à área de desenvolvimento, possui parceria com a Inova, agência de inovação da Unicamp, e com universidades como a de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e a Federal do Rio de Janeiro.
Atualmente, o orçamento anual em inovação da empresa é de R$ 12 milhões. Como resultado prático, já há duas patentes registradas em conjunto com a Unicamp.
As moléculas Peguilada e Interferon Peguilada, para o combate à hepatite, que ainda devem levar cerca de três anos até ganhar versão de produto para o consumidor final.





