Farmacêutica Blausiegel planeja fábrica no Mercosul
Empresa brasileira estuda construir nova linha de produção na Argentina ou no Uruguai por Bianca Pinto Lima - Site América Economia
São Paulo. A indústria farmacêutica Blausiegel planeja expandir suas parcerias na América Latina e construir uma nova fábrica, a primeira fora do Brasil, na Argentina ou no Uruguai. “Queremos fortalecer a imagem regional da empresa e estamos avaliando a construção de uma linha de produção em outro país”, afirmou à AméricaEconomia.com.br o diretor de novos negócios da empresa, Roque Ocantos. Segundo ele, o investimento deve ser realizado dentro de três anos e a pré-seleção de Argentina e Uruguai levou em conta a afinidade cultural.
Atualmente, a operação internacional da companhia é baseada em parcerias com players locais, que importam e revendem os medicamentos da Blausiegel. Em 2009, a empresa planeja alcançar uma receita total de exportação de US$ 5 milhões, sendo US$ 3,5 milhões apenas na América Latina. O Uruguai foi o primeiro local em que a empresa realizou parcerias, onde hoje conta com uma grande fatia do mercado. O medicamento Eritromax, principal produto de exportação da empresa, possui 80% de market share no país vizinho, apontou o executivo. O remédio é utilizado por doentes renais crônicos e pacientes em tratamento de quimioterapia.
A Argentina também é um forte candidato a receber a nova unidade da indústria, já que possui alguns dos grandes concorrentes da Blausiegel na área de biotecnologia, principal foco da empresa. Segundo Ocantos, este fator justificaria uma presença mais forte naquele mercado, "até para evitar possíveis ações protecionistas sob as exportações", explica. O executivo destaca, no entanto, que o Uruguai oferece uma situação política mais estável e que esse aspecto também será considerado no momento da escolha.
A Blausiegel também concentra esforços para expandir suas alianças na região. A indústria já possui parcerias na Colômbia, Uruguai, Chile, Peru, Panamá, Paraguai e República Dominicana. O próximo parceiro, segundo Ocantos, será o Equador, onde a empresa já firmou contrato e aguarda apenas o registro dos medicamentos, que demora em torno de seis meses. A companhia também busca representantes locais na Venezuela, Costa Rica e Honduras.
“Somos muito bem sucedidos na América do Sul, mas ainda esperamos melhores resultados na América Central”, explicou o diretor de novos negócios. Segundo ele, os países da Ásia e do Oriente Médio também estão na mira da empresa. Em 2006, a Blausiegel iniciou negociação com a Tailândia e passará a exportar o Eritromax para o país já neste ano.